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O REGRESSO TRIUNFAL DA TVR, COM A MESMA AURA DE SEMPRE

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Quem diria que uma marca dada como praticamente desaparecida regressasse de modo tão triunfal? E logo com uma reencarnação de um modelo ímpar na história da marca? Eis que a TVR regressa, aos ainda jovens 70 anos de idade.

A 8 de setembro de 2017, Les Edgar, antigo atual proprietário da marca fundada por Trevor Wilkinson, apresentou no festival Goodwood Revival, em grande estilo, o novo TVR Griffith. Herda a sua forma coupé dos seus antepassados, e uma certa dose de construção à moda antiga, impregnada com o tradicionalismo britânico. Este é o primeiro automóvel desta quinta era da história daquela que, em tempos, foi considerada a terceira maior companhia especializada em carros desportivos.

Para a construção deste novo superdesportivo, a rejuvenescida TVR contou com os prestimos da Cosworth, que desenvolveu o motor atmosférico V8 5.0L da Ford usado no atual Mustang, otimizando a potência para os 500 cavalos, e com o reconhecido génio de um dos melhores designers de automóveis de sempre nascidos no Reino Unido, Gordon Murray, que foi o famoso mentor do McLaren F1. E a verdade é que, mais uma vez, o mágico conseguiu surpreender tudo e todos!

Se este Griffith se valesse apenas do motor, que emoção traria, para além do barulho e da velocidade, que neste caso atinge um máximo de 320 km/h? A potência do motor encaixa-se perfeitamente no conceito de traditional sportscar, mas é sobretudo o design apelativo que faz a diferença na hora de cativar potenciais compradores. Vários detalhes, claramente alusivos ao passado sui generis da marca britânica, ajudam vincar o carácter rebelde do modelo desportivo. A começar pela ausência das ajudas eletrónicas: apenas o sistema ABS e o controlo de tração (desligável) estão presentes porque a lei assim o obriga, assim como a instrumentalização digital e o infotainement tátil presentes no tablier simples mas revestido do melhor couro, e a assistência elétrica à direção. Depois, abdica de qualquer sistema de transmissão automática, optando por uma caixa manual de seis velocidades que gere a transmissão da potência ao eixo de trás, com o motor colocado à frente dela. Estes aspetos ajudam a tornar a condução do Griffith muito mais pura e entusiasmante.

Outro pormenor interessante: as ponteiras de escape estão localizadas na zona dianteira do veículo, em zona inferior e à frente das portas. Isto deu espaço à secção posterior do veículo para a colocação de um proeminente difusor traseiro que tem a função de criar downforce através do “efeito solo”, função complementada pela pequena asa traseira que faz apenas uma pequena percentagem do trabalho.

Todo o chassis e carroçaria é composto por fibra de carbono, o que ajuda ao baixo peso que é de 1250 kg, mas também à rigidez estrutural, reforçada com uma estrutura em aço nas portas. A tecnologia empregue na construção do chassis é a patenteada iStream, que conjuga tubos metálicos de perfil retangular e redondo, dobrados e cortados à medida, e paineis compósitos com núcleo honeycomb a preencher os espaços vazios criados pela estrutura tubular. Por outro lado, o longo capot contribui para que a distribuição de massas seja de 50:50. O capot, em vez de abrir para trás, abre no sentido inverso, tal como os carros antigos, o que ajuda ao seu romantismo. Conforme testemunhado pela revista portuguesa Autosport na edição nº 1454, o responsável pela conceção das portas e do capot foi um engenheiro portugues da Gordon Murray Design, Luís Isidoro. Ou seja, o TVR Griffith teve mãos portuguesas!

Os faróis dianteiros, de forma elíptica, contém luzes LED tal como os mais recentes modelos de outras marcas. A abertura para o radiador faz lembrar uma boca de peixe (ou outra coisa qualquer que queiram imaginar…). Nas extremidades dos faróis dianteiros e traseiros, encontram-se guelras que deixam que o ar circule, conferindo maior estabilidade ao veículo. As jantes pretas em forma de estrela, com limites prateados, são construídas em magnésio.

O novo TVR Griffith estará disponível no mercado, sob encomenda e numa edição especial de 500 unidades, denominada de ‘Launch Edition’. Ao mesmo tempo, o dono da TVR que já foi um desenhador de vídeojogos e foi o principal responsável pelo regresso da Aston Martin à competição, sonha em fazer correr a TVR em Le Mans numa futura edição das 24 Horas. Não foi por acaso que, ao lado do modelo de estrada, esteve também presente uma maquete da versão de competição do Griffith.

“É a paixão que nos guia. Sem ela, faríamos um carro competente e não faríamos um TVR”, afirmou Les Edgar.

Querem saber mais sobre o regresso da TVR? Vejam os vídeos abaixo e visitem o site https://www.tvr.co.uk.

Um abraço a todos e até uma próxima!

AR

 

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