FORD GT – UMA AVENTURA ÚNICA NA NORUEGA (E SE FOSSE EM PORTUGAL?)

Este vídeo, da Ford Performance, relata a bela aventura do Ford GT – neste caso um exemplar de cor amarela com duas riscas pretas ao centro – no país dos famosos fiordes… e da famosa estrada Atlantic Ocean Road que percorre a costa oeste daquele país: a Noruega. O objetivo final da Ford Performance, responsável exclusiva pela construção do novo Ford GT que contém os genes essenciais do Ford GT40 que venceu em Le Mans por quatro vezes, era estabelecer um novo recorde no circuito Artic Circle Raceway, circuito com treze curvas que foi construído nos anos 90 e atualmente serve mais para corridas de motas.

A dita estrada, conhecida também como E64, é uma das mais fascinantes do mundo, cujo trilho foi originalmente pensado para suportar uma linha de caminhos-de-ferro, uma ideia ponderada durante décadas. A estrada que liga as aldeias Korvag e Vevang começou a ser construída em 1983 e a sua construção ficou concluída a 7 de julho de 1989, com um custo total de pouco mais de 120 milhões de coroas norueguesas. A estrada em si tem apenas pouco mais de cinco milhas (mais de oito quilómetros), contudo o trajeto total é composto de uma série de viadutos e calçadas de aparência surreal e oito pontes diferentes, o que elevam a imaginação para um outro nível. Se esta estrada é extraordinária para conduzir para qualquer modelo automóvel, para o icónico Ford GT – cuja potência é de 647 cavalos – não é muito melhor do que isso. Mas, de facto, a estrada é incrivelmente bela!

Para chegar ao Artic Circle Raceway – o circuito mais localizado a norte da Europa, a apenas 19 milhas do Círculo Ártico – o Ford GT percorreu um total de 500 milhas (800 quilómetros) para norte, passou pela cidade de Trondheim e, depois, ao longo de uma nova série de estradas espantosas, chamadas E39 e E6. Pelo meio encontrou uma réplica de um GT40 com a famosa decoração “Gulf”.

A maioria das treze curvas são rápidas e fluídas. Mais: existe uma secção estreita entre a volta 4 e 5 que faz lembrar o “saca-rolhas” de Laguna Seca, o que torna o circuito excitante. O condutor que trouxe o carro até ao circuito não seria o que iria tentar estabelecer o novo recorde. O responsável por essa tarefa seria um dos pilotos profissionais da equipa oficial da Ford Performance no FIA World Endurance Championship: Stefan Mücke.

O carro, que é a versão de estrada do carro de corridas, possui um motor 3.5L V6 biturbo que debita 647 cavalos, o que, aliado ao apuradíssimo design e à configuração “race” ativada, faz o veículo atingir a incrível velocidade máxima de aproximadamente 350 Km/h, com um peso de menos de 1400 Kg. Para as características dinâmicas do superdesportivo norte-americano contribuem também o chassis tubular em carbono e os travões com discos em cerâmica.

Após algumas tentativas, Mücke conseguiu um tempo de 1m:38s, o que já serviria com margem confortável para bater o anterior recorde de 1:41s. O piloto alemão, contudo, não estava satisfeito e achava que havia margem para fazer uma volta mais rápida. Foi então que se procedeu a um abaixamento da pressão dos pneus e, de seguida, Mücke regressou à pista para uma derradeira tentativa. Resultado: 1m:36s.262ms! O antigo recorde foi batido em cerca de cinco segundos!

Nenhuma marca de superdesportivos tomou a iniciativa de se deslocar a um país tão longínquo nos mais diversos aspetos. Não fosse a Ford, e provavelmente muitos de nós não saberíamos que existe um circuito de aspeto pacato que afinal serve para umas corridinhas e com boas condições para as marcas fazerem os seus ensaios, algures no Ártico.

Uma sugestão para a Ford Performance (ou casa-mãe Ford)…

Que tal o pôr o Ford GT a fazer um roteiro pela nossa longa estrada nacional EN2  desde Chaves até Faro (738,5 Km), seguir pela auto-estrada A2 até Lisboa e depois dar umas voltinhas no Circuito do Estoril, o qual já recebeu as mais prestigiadas provas do mundo de automobilismo? Não seria fantástico? Afinal também temos grandes estradas nacionais. Aliás, a melhor estrada do mundo para conduzir é portuguesa e encontra-se na região do Douro: trata-se da estrada EN222 que liga as localidades de Peso da Régua e Pinhão.

Sobre a melhor estrada do mundo, aconselho-vos a ler o texto disponível no seguinte endereço:

http://observador.pt/especiais/n222-melhor-estrada-do-mundo-portuguesa/

 

Espero que tenham gostado da viagem. Um abraço e até uma próxima!

AR

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Sobre António Barroso Ricardo

Nascido em Lisboa a 25 de Março de 1981, mudou-se para o Porto aos quatro anos, onde vive atualmente. Paixão por automóveis já existe desde pequenino. Portista de gema e fã incondicional de Ayrton Senna.
Esta entrada foi publicada em Arquivo Morto. ligação permanente.

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