24 HORAS DE SPA-FRANCORCHAMPS – AUDI REESTREIA-SE A VENCER NAS ARDENAS

A vitória da Audi nas 24 Horas de Spa-Francorchamps de 2017 – a décima quarta no mítico circuito das Ardenas – foi a melhor notícia desde que a Audi se despediu do FIA World Endurance Championship e, consequentemente, das 24 Horas de Le Mans no final de 2016. Mas, no fundo, era já um resultado muito aguardado, tendo em conta que o mais recente modelo de GT3, o Audi R8 LMS, faria uma terceira tentativa de levar o ceptro para os lados de Ingolstadt, atual casa-mãe da firma do grupo Volkswagen. Isto para além de alguns resultados dignos de registo (diga-se vitórias) noutras provas do Blancpain GT Series e em provas do IMSA Sportscar Championship, entre outras competições um pouco por todo o globo.

Foi o carro #25 da filial francesa Santolec, guiado por Markus Winkelhock, Jules Gounon e Christopher Haase, o responsável pela proeza que só se tornou possível na derradeira hora da corrida, graças a um percurso sem erros nem penalizações, após uma luta final com o Bentley Continental GT3 #8 da M-Sport (que já tinha ficado sem a sua característica grelha frontal), que terminou a uns escassos 11.862 segundos do vencedor. O Mercedes-AMG GT3 #90 da AKKA ASP, conduzido por Edoardo Mortara, Michael Meadows e Raffaele Marciello, também esteve na luta pelo lugar mais alto do pódio, mas uma série de erros e um tempo extra aquando da última paragem nas boxes fizeram-no cair para o último lugar do pódio. A Porsche também teve fortes possibilidades de vitória, através do 911 GT3 R #117 da KÜS Team75 Bernhard, nas mãos de Kevin Estre, Michael Christensen e Laurens Vanthoor; contudo, as hipóteses ficaram goradas depois de duas fortes penalizações que atiraram o bólide germânico de motor e tração traseiros para o quarto lugar final.

A Nissan, que mais uma vez apostou numa armada semi-oficial em associação com a RJN com a inscrição de dois carros, teve como melhor resultado um quase miserável 13.º lugar à geral com o carro #23 de Lucas Ordonez, Alex Buncombe e Katsumasa Chiyo, enquanto que o carro #22 obteve um remoto 30.º lugar, isto depois de ter sofrido de problemas mecânicos que motivaram, primeiro, a sua partida das boxes e, depois, uma paragem na pista logo na segunda volta que o fez perder um total de 32 voltas para o vencedor.

A corrida ficou marcada por vários acidentes que vitimaram, entre outros, os dois carros que estiveram na luta pela vitória: o Ferrari 488 GT3 da Kaspersky Motorsport a cargo dos pilotos Giancarlo Fisichella, James Calado e Marco Cioci, e o Lamborghini Huracan GT3 #63 da GRT Grasser Racing Team, conduzido por Mirko Bortolotti, Christian Engelhart e Andrea Caldarelli. Mas o mais grave acidente foi sofrido pelo Ferrari 488 GT3 #50 da AF Corse, quando Pasin Lathouras bateu muito forte no topo da subida de Raidillon, fazendo o carro rodopiar e espalhar vários pedaços da carroçaria, o que motivou a primeira intervenção do Safety Car. Durante a noite caíram ainda alguns pingos de chuva que ajudaram a baralhar ainda mais a classificação.

Na classe Pro-Am, a vitória sorriu ao Mercedes-AMG GT3 #16 da Black Falcon, pilotado por Oliver Morley, Miguel Toril, Marvin Kirchhöfer, Maximilian Götz, depois de um forte duelo com o único Aston Martin V12 GT3 da Oman Racing Team with TF Sport. A classe Am coroou o Ferrari 488 GT3 #888 da Kessel Racing como vencedor, fazendo dobradinha com o outro Ferrari que ficou em segundo lugar, o carro #488 da Rinaldi Racing.

A participação portuguesa ficou marcada negativamente pelo abandono de Filipe Albuquerque, motivado pela quebra do motor do Audi R8 LMS #75 da ISR, após sobreaquecimento provocado pela saída de pista de Filip Salaquarda. Na realidade, após um promissor 11.º lugar na qualificação, o carro já estava claramente a perder fulgor logo na primeira hora apesar de Filipe Albuquerque ter feito o tudo-por-tudo para se manter na luta. Quanto ao outro piloto português, Miguel Ramos, este abandonou no final da 198.ª volta, quando o seu Lamborghini Huracan GT3 da Barwell Motorsport sofreu de vários problemas hidráulicos irreparáveis.

RESULTADOS DA PROVA: http://www.blancpain-gt-series.com/results?filter_season_id=7&filter_meeting_id=83&filter_race_id=588

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Sobre António Barroso Ricardo

Nascido em Lisboa a 25 de Março de 1981, mudou-se para o Porto aos quatro anos, onde vive atualmente. Paixão por automóveis já existe desde pequenino. Portista de gema e fã incondicional de Ayrton Senna.
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